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No Senai, mulheres vencem preconceito em cursos de maioria masculina

Segunda-feira, 19 de março de 2018

Luciana Silva e Gleycyanne Cynara são exemplos da inserção da mulher no mercado de trabalho

 Alunas do Serviço Nacio­nal de Aprendizagem Indus­trial (Senai/AL) provam que lugar de mulher é, sim, onde ela quiser. Nos cursos de áreas profissionais domina­das por homens, as alunas se destacam, mostrando que vergonha é o preconceito.

“Tem que ter coragem, porque tanto quanto o homem a mulher pode desempenhar o serviço. É o preconceito que diz que não dá para fa­zer, pegar peso. Mas a gente desenrola. Graças a Deus, não tive dificuldade”, orgulha­-se Luciana Silva da Paz, 42 anos, aluna do curso da área de Construção Civil.

Além do preconceito, Lu­ciana, que é servidora pública e atua no Colégio Bom Conse­lho, no bairro de Bebedouro, em Maceió, tem problemas para enxergar. O campo de vi­são dela somente alcança os três metros de distância. Mes­mo assim, ela arruma tempo para trabalhar como pedreira em uma construtora.

O curso no Senai aper­feiçoa o conhecimento téc­nico na área e potencializa a já elevada capacidade dela. “Eu acho que a mulher está se superando, atualmente. A gente tem o exemplo da Lu­ciana que, apesar da deficiên­cia, consegue desenvolver as atividades com excelência”, destaca o instrutor Weverton Santos.

 Identidade e autoconfiança

Em meio aos motores ba­rulhentos e à predominância de homens na área Automo­tiva do Centro de Formação Profissional Gustavo Paiva, no bairro do Poço, em Maceió, Gleycyanne Cynara Wander­ley dos Santos, de 18 anos, não se intimida. Ela sabe que, no ramo, existe preconceito contra mulheres, porém, a autoconfiança e o gosto pela mecânica dão força a uma das duas únicas garotas da turma de 20 alunos.

“Não tenho medo. Se você acha que encontrou uma área que se identifica, mergulhe de cabeça. Estamos cada vez mais entrando no mercado de trabalho, não somente como mecânica, mas como caldei­reira, pedreira, eletricista. En­tão, nas várias profissões que o homem domina, a mulher também pode dominar. Cabe a ela querer, né?”, afirma.

Instrutor da área, Ailton Silva conta que as meninas são raras. Em dez turmas do curso de Mecânica, com um total de 160 alunos, ele se lembra de apenas três mulhe­res. Porém, são diferenciadas. “Elas têm um pouco mais de concentração. Os meninos acham que aprendem com mais facilidade. No final, elas aprendem tanto ou mais do que os homens”, destacou.

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